EXPERIÊNCIA
COMUNITÁRIA
PRIMEIRA
REUNIÃO
MOTIVAÇÃO - "UMA EXPERIÊNCIA COMUNITÁRIA"
ROTEIRO
1. CANTO DE ENTRADA
2. INVOCAÇÃO À TRINDADE / ORAÇÃO AO ESPÍRITO
SANTO
3. APRESENTAÇÃO
4. TEMA: - PORQUE RESOLVERAM BUSCAR UM GRUPO? O QUE ESPERAM OU GOSTARIA DE
ENCONTRAR AQUI?
5. PROPOSTA DA EXPERIÊNCIA COMUNITÁRIA
6. COMUNIDADE: - Distribuição do texto 1
- Leitura do texto
- Reflexão: "Nós formamos um grupo de casais. Quais os
primeiros passos que teremos de dar, para nos transformarmos em verdadeira
comunidade"?
7. ORAÇÃO:
- Texto de Meditação: At 2, 42-47
- Reflexão feita pelo casal coordenador
- Orações espontâneas em cima do texto lido
- Canto (Glória, glória, aleluia)
8. TAREFA PARA A PRÓXIMA REUNIÃO:
a) Procurar refletir em casal, com muita sinceridade o TEMA: "PROJETO
DE UM CASAMENTO", texto 2, para ser partilhado na próxima reunião.
b) Responder por escrito, e levar a resposta para a próxima reunião,
o seguinte questionamento:
- Por que nos casamos?
- Tínhamos um projeto de vida inicial?
- Por que continuamos casados?
9. AVISOS (data e local da próxima reunião)
10. CANTO
11. ORAÇÃO FINAL
12. LANCHE
DURAÇÃO (aproximada): 2h15
LEMBRETES (para o Casal Coordenador)
1 - CANTO DE ENTRADA
Canto alegre, para descontrair (Tirar cópia da letra)
3 - APRESENTAÇÃO
Nomes; tempo de casados; nº de filhos; Paróquia que pertence;
engajamentos.
5 - PROPOSTA DA EXPERIÊNCIA COMUNITÁRIA
Experiência de vida em comunidade, desenvolvendo nosso matrimônio
e vida familiar - daí estarmos reunidos em casais.
Esquemas das reuniões
Dinâmica das reuniões: idêntica a desta primeira
Local das reuniões: nas residências dos casais
Temas a serem abordados.
7 - ORAÇÃO
Esta proposta de EXPERIÊNCIA COMUNITÁRIA é para casais,
que acreditam nas propostas cristãs como meio de salvação,
de maneira que, em nossas reuniões não pode faltar um momento
dedicado à ORAÇÃO.
TEMPO (estimado):
Itens: 1, 2, 3, - 20min.
Item: 4 - 30min.
Item: 5 - 10min.
Item: 6 - 30min.
Item: 7 - 20min.
Item: 8 - 10min.
Itens: 9 e 10 - 10min.
Texto 01
COMUNIDADE
A cidade nos tirou o gosto da vida comunitária e o resultado aí
está: relacionamentos superficiais, egoísmo, solidão,
violência, etc...
Outrora, os homens viviam em grupos homogêneos, saídos mais ou
menos das mesmas famílias, com as mesmas raízes, falavam, nestes
grupos, a mesma língua, viviam os mesmos ritos e tradições,
tinham o mesmo modo de vida, aceitavam a mesma autoridade. Eram solidários
entre si.
Para os índios do Canadá, quando se promete a um grupo de crianças
um prêmio a quem acertar primeiro a resposta, as crianças procuram
juntas a solução e depois pondo-se de acordo, dizem em coro
a resposta. Para elas é intolerável que uma ganhe e que a maioria
perca; a que ganhasse o prêmio, perderia a solidariedade.
Os tempos mudaram. A sociedade moderna originou-se da desintegração
destes grupos. As cidades são feitas de vizinhos que se ignoram. Cada
um se fecha, com medo, atrás das portas de sua casa.
Nossa civilização é competitiva. Desde a escola a criança
aprende a "ganhar" e os pais se encantam com o 1º lugar dos
filhos. Assim o progresso material, individualista e o desejo de promoção
visando maior prestígio, tem mais importância que o sentido da
comunhão, da compaixão, e da comunidade. Trata-se de viver mais
ou menos sozinho na sua própria casa, guardando ciosamente seus bens,
procurando sempre adquirir outros, colocando na porta "cachorro bravo".
Perdemos o sentido da comunidade. Por isso, hoje, florescem tantos pequenos
grupos, como o nosso, tentando reencontrar o que estava perdido.
As famílias não mais conseguem se bastar a si próprias
e saem à procura de amigos que participem do mesmo ideal, com quem
possam trocar idéias.
Assim, as pessoas se agrupam à volta de idéias ou de centros
de interesses.
Uma comunidade não é uma equipe de trabalho. É o lugar
em que cada um está saindo das trevas do egocentrismo para a luz do
amor verdadeiro. E o amor não é um sentimento fugaz "embora
eterno enquanto dure", nem uma emoção passageira entre
os membros de uma comunidade. É uma atenção ao outro
que se torna, pouco a pouco, compromisso reconhecimento de uma aliança,
de um sentimento de pertença, (na comunidade, como no casamento). É
escutar o outro, pôr-se no seu lugar, compreendê-lo, ver que o
outro é importante para mim. É responder ao seu apelo e às
suas necessidades mais profundas. O amor é uma força unificadora.
Se o amor é estar voltado um para o outro, é também voltarem-se
juntos para as mesmas realidades; é comungar da mesma visão,
do mesmo ideal. É querer que o outro se realize plenamente, segundo
os caminhos de Deus e a serviço dos outros.
Entre os grupos que se formam há uns mais voltados para a ação,
para o trabalho, vive-se com outro como um companheiro de trabalho, de luta,
unem-se à capacidade de ação. Outros grupos enfatizam
mais, a qualidade das suas relações interpessoais, o acolhimento
e menos a coisa por fazer. Temos aqui os dois pólos da comunidade:
1. É o objetivo que atrai e unifica; é o centro de interesse
o porquê da vida em comum.
2. É a amizade que une as pessoas entre si, o sentido de pertença
a um grupo, a solidariedade, as relações interpessoais.
Este projeto, que hoje se inicia, é de casais que se encontram regularmente
para partilhar seu ideal, refletir sua realidade, rezar, agir e entre os quais
vão se criando laços profundos. A cada dia, mais se descobre
que a vida cristã deve desabrochar no compromisso de uma vida comunitária.
E a vida comunitária necessita a fé e a presença do Espírito
Santo para poder se aprofundar.
Há, por outro lado, uma grande ignorância a respeito da vida
comunitária. Muitos pensam que basta colocar algumas pessoas juntas,
que se entendam mais ou menos, engajadas num mesmo ideal, para que haja comunidade.
O resultado, às vezes, é um desastre. A vida comunitária
não é feita só de espontaneidade, de afinidades, nem
só de leis. Há condições necessárias para
que ela possa se aprofundar e desabrochar através de crises, tensões
e bons momentos. É o que pretendemos aprender, deixar claro no correr
deste ano.
A vida comunitária é uma aventura que pode ser maravilhosa.
Desejamos que vocês possam viver essa aventura que é, a aventura
da libertação interior: A LIBERDADE DE AMAR E SER AMADO.
Texto 02
PROJETO DE UM CASAMENTO
O amor humano é um mistério, porque a cada dia o casal vai se
descobrindo no mais profundo de si mesmo e constata com o passar do tempo,
que há muito mais a se revelar, a se descobrir.
O casal passa a formar uma família, com a vinda dos filhos e é
impulsionado por uma força que o leva a tentar construir uma unidade,
embora formada pelas características de cada um: do homem e da mulher,
com suas heranças, crenças e formação própria.
Cada um viveu na história diferente e no casamento projetam viver a
sua história a dois.
Por tudo isso o casamento é um "laboratório" onde
vamos formar como pessoas que tentam viver umas pelas outras, unidas pelos
laços do amor conjugal, paternal e filial. É também na
família que ensaiamos os primeiros passos de vida comunitária.
No casamento cada um deve buscar a felicidade com o outro e a realização
pessoal em harmonia com a realização pessoal do outro. É
busca de soma e não de divisão. Soma de anseios, conquistas,
afinidades e diferenças também. Enfim casamos na busca da felicidade.
O que significa na realidade ser feliz? Nem sempre estamos sorrindo quando
o dia amanhece, mas há um fato importante nesse amanhecer: é
saber que não se está sozinho para enfrentar a luta pelo dia
a dia.
O projeto de um casamento é um projeto para a vida toda. É um
projeto dinâmico de construção de "pontes" de
relacionamentos, com arestas a serem aplainadas, obstáculos e desafios
a serem vencidos juntos.
Quando nos casamos o amor não está pronto. É um processo
dinâmico porque nos colocamos a caminho, na construção
de uma família verdadeira. Esse é o nosso ideal, ou deveria
ser ... Juntos trocamos críticas, elogios e nos preparamos para educar
melhor os nossos filhos.
Muito frequentemente no entanto a vida nos engole; deixamos muitas vezes de
ser gente e viramos engrenagem da máquina e o nosso projeto fica distante,
esquecido, abandonado. Mas os empreendimentos materiais continuam a serem
projetados com carinho e cuidado especial. Medidas são tomadas a tempo,
e todo esforço é feito para que o empreendimento material não
vá à falência. Enquanto isso o projeto de vida conjugal
e familiar nem sempre recebe a mesma atenção e não são
poucos os casais que se separam sem nem mesmo saber o porquê, incapazes
de localizarem as causas de sua falência amorosa, pois outros valores
superaram o amor, o diálogo e o carinho. O respeito de um pelo outro
passou longe...
Isso tudo acontece muitas vezes porque as pessoas vivem insatisfeitas com
a vida, com o trabalho, o consumismo as devora, o custo de vida abala as estruturas
e surge a falta de perspectiva no futuro e assim cansadas, irritadas, desgastadas,
desiludidas até, descarregam seu mal estar onde e como podem. E o lugar
que encontram para descarregarem as tensões é a família.
Quando isso acontece é o início do fim. Não se pode permitir
que ao chegarem em casa, sentindo que as pressões se relaxam, deixarem
que a tensão venha explodir em cima do outro.
Separações continuarão a existir, mas seriam menores
se tivéssemos mais tempo para o cônjuge, para os filhos, para
a família.
É hora de prestar atenção nas coisas que acontecem e
não permitir que o mal entre em nossos lares. É hora de retomar
a esperança, porque foi também para isso que nos casamos. É
preciso viver o amor no casamento a cada dia da vida, porque ele é
a fonte da própria vida conjugal.
Não podemos pretender modificar o outro e colocá-lo na forma
que queremos, mas devemos procurar modificar a nós mesmos. Esse é
o começo da verdadeira felicidade a dois e do êxito do nosso
projeto de vida