EXPERIÊNCIA
COMUNITÁRIA
9ª REUNIÃO - MOTIVAÇÃO: "O PROJETO DE DEUS E A
CONDIÇÃO HUMANA" 4ª Parte
ROTEIRO
1. CANTO INICIAL
2. INVOCAÇÃO À TRINDADE / ORAÇÃO AO ESPÍRITO
SANTO
3. ORAÇÃO: - Texto: (a escolha do casal coordenador)
- Um minuto de silêncio, para favorecer a interiorização
- Intenções particulares - Pai Nosso (de mãos dadas)
4. CO-PARTICIPAÇÃO
- O que representou para vocês a reflexão e estudo dos textos do
Gênesis?
- Tiveram dificuldade? Têm dúvidas? Quais?
5. TEMA DE ESTUDO - "Aprofundando o Gênesis"
a) - Cada casal vai colocar em comum a relação que fez do texto
aprofundado com a vida, dentro da realidade de hoje. (Conforme solicitado na tarefa
de cada da reunião anterior).
b) - Proposta de vida:
- Leitura do texto abaixo (feita pelo casal coordenador)
"Importante: o casal e a família tem um compromisso de aliança
com DEUS e precisa sempre viver a páscoa (passagem do homem velho para
o novo) na vida conjugal e familiar, para que o amor passe realmente a ser vivido
em sinal de aliança. Esse é o compromisso que devemos assumir em
conseqüência desse estudo feito, senão será vazio o nosso
esforço de estudo e reflexão. A palavra de DEUS tem de nos transformar.
Compromisso: de que maneira podemos contribuir como casal e como família,
para que em nosso lar e no meio em que vivemos a gente possa ser sinal transformador,
ajudando a construir o Reino de DEUS entre nós?"
6. TAREFA DE CASA
Da mesma maneira que estudamos os textos do Gênesis, iremos continuar nosso
estudo e reflexão a partir dos textos que estão recebendo hoje,
e que vão abordar "O povo da aliança".
Todos deverão ler com atenção a introdução
e proceder à leitura de cada texto proposto com seu comentário,
para podermos entender todo o contexto apresentado.
Como da vez passada, cada casal, através de sorteio, terá uma das
partes na qual deverá se aprofundar mais, para na próxima reunião
colocar sua vivência pessoal e conjugal. (Casal coordenador procede ao sorteio).
7. AVISOS
8. CANTO
9. ORAÇÃO FINAL
10. LANCHE
Texto 12
O POVO DA ALIANÇA
Introdução: Até o capítulo 11, conforme nós
estudamos e refletimos, Gênesis descreve a história da humanidade
que está corrompida, enfraquecida pelo pecado, desafiando a Deus.
A partir do Capítulo 12, Gênesis focaliza uma nova era; a dos Patriarcas.
E o primeiro deles é Abraão. É através dele que Deus
faz a Aliança com a humanidade. Passaremos à reflexão da
origem do Povo de Deus. É de um homem: Abraão, devido à sua
fé, que se origina a salvação, que vai se desenvolvendo,
até a vinda de Cristo, marcando uma nova era, da qual falaremos mais tarde.
Recordamos a história: Com o pecado, o homem foi expulso do paraíso.
Livremente ele resolve fazer sua história fora da amizade de Deus. Achou
que teria por si mesmo condições de dirigir sua vida e conduzir
o mundo, assim, leva o mundo à desordem e corrupção.
Mas ficou no coração do homem a saudade do paraíso, o desejo
da salvação. E Deus permitiu que o homem tentasse salvar-se por
suas próprias forças, embora soubesse que seria uma experiência
de fracasso e de morte.
Apesar de permitir que o homem fizesse essa experiência sem Deus, Ele não
tirou os olhos do mundo. Não abandonou os homens ao poder do pecado. Deus
continua com seu plano de ter os homens em sua intimidade e tem uma Promessa de
Salvação. Ele quer salvar, mas o homem deve colaborar na salvação.
Ele quer que o homem assuma em liberdade a sua proposta. Deus me cria sem me consultar,
mas jamais me salva sem o empenho, o
compromisso de minha liberdade.
DEUS ESCOLHE ABRAÃO E O CHAMA PARA SER O REI DE SEU POVO
1ª Parte - Leia Gn 12, 1-15
Deus escolhe, chama e ordena que Abraão deixe sua terra, suas coisas, seus
projetos, interesses, segurança, sua situação, seu passado...
E ele aceita o chamado e vai para uma terra estranha, para o inesperado. Ele se
propõe a realizar o plano de Deus. No fundo o que Deus pede é que
Abraão se converta, deixe de fazer o seu caminho e comece a fazer o de
Deus.
Abraão, sem saber o que o esperava, confia. Escuta o chamado de Deus (vocação)
e vai para onde Deus lhe indica. Abraão não foge como Adão
da presença de Deus, e nem resiste a seu chamado. Este é um homem
de fé. Mesmo sem entender, ele não resiste, não pergunta,
não impõe condições; apenas confia. Entrega-se inteiramente
a Deus, para que Seu plano se realize, conforme vem sendo pouco a pouco revelado.
Ele confia que aquilo que Deus propõe é o melhor para ele.
Abraão tendo ido para o lugar indicado, recebe de Deus uma promessa "Vou
fazer de você uma grande nação e por meio de você, vou
abençoar todas as nações da terra". Vejamos: Deus chama
(vocação) e faz uma promessa em vista de uma missão.
Deus oferece a Abraão uma aliança: promete-lhe sua força
e proteção para que ele realize sua vocação e missão.
E exige de Abraão fidelidade e que se deixe guiar por Deus. A missão
é de formar povo, que queira fazer sua história uma história
de salvação, feita pelo povo, mas conduzida por Deus, realizando
o Seu plano de fazer que este mundo seja um jardim, prolongamento da habitação
de Deus.
Com Abraão a humanidade começa a sua volta ao paraíso e começa
a redescobrir Deus, não só isoladamente, mas como povo. Começa
aí, uma história, mas uma história do amor de Deus que procura
e chama; do Deus que se aproxima.
Deus quer salvar os homens num povo. A salvação não é
individual. É a realização de um povo. Exige a relação
e a solidariedade dos homens entre si. A história de cada um só
será história da salvação, quando coincidir com a
História do Povo de Deus.
A RAÇA DE ABRAÃO ESCRAVA
2ª Parte - Leia Gn 21, 1-8
A família de Abraão cresceu e se tornou numerosa. Abraão
e Sara tiveram um filho chamado Isaac, que por sua vez teve dois filhos: Esaú
e Jacó. Jacó teve doze filhos, cujos nomes se tornaram os nomes
da 12 tribos de Israel.
Um dos filhos de Jacó era José, que foi vendido como escravo por
seus irmãos no Egito, por causa de ciúmes que tinham dele com o
pai. Mas José tinha sabedoria e a proteção de Deus e foi
bem sucedido no Egito: tornou-se por seus méritos, o 1º Ministro do
rei. E seus irmãos não sabendo disso, na época de penúria
em sua terra vieram ao Egito a procura de uma vida melhor. Não reconheceram
José, mas foram reconhecidos por ele, que mesmo assim não guardava
rancor e receberam boas terras e organizaram suas vidas.
Após a morte do rei e de José, os descendentes de Abraão
no Egito foram considerados um povo estranho, pois vieram de fora. E os egípcios
diziam que eles, agora em grande número, ameaçavam a segurança
do país. O novo rei tirou-lhes as terras, todos os privilégios,
e até a sua liberdade, tornando-os escravos.
Mesmo sendo descendente de Abraão, portanto o Povo Eleito por Deus,
enquanto tinham privilégios no Egito eles se deixaram levar pelos costumes
pagãos, sua fé foi se apagando e Deus foi sendo deixado de lado,
como hoje ainda acontece... mas a escravidão, com duros trabalhos, despertava
naquela gente a consciência de que eram o Povo da Promessa, lembravam que
tinham Deus e passaram a invocá-Lo.
Leia Ex 2, 23-25
A boa vida acomoda a gente e pode até acabar com a fé de um povo.
Enfraquece os costumes e provoca uma falsa segurança e pode levar o povo
a dispensar Deus de sua vida.
Foi o que aconteceu com a família de Abraão. Mas quando perderam
tudo e foram reduzidos a escravos, então se lembraram de Deus e o invocaram.
Mais uma vez Deus se mostra presente, disposto a agir em favor do seu povo.
Questionamento: Em que situação o povo de Abraão se esquece
de seu Deus?
DEUS CHAMA MOISÉS QUE ORGANIZA O POVO
3ª Parte
Foi nesse tempo de escravidão que nasceu Moisés, filho de escravos.
Por interesse do governo do Egito, nessa época todo menino nascido escravo
deveria ser morto, porque ele não queria que o povo israelita crescesse
dentro do seu país. A mãe de Moisés, sendo escrava, e sabendo
disto, para salvá-lo, colocou-o num cestinho e o soltou nas águas
do rio Nilo, esperando que alguém o encontrasse e cuidasse dele. O menino
foi recolhido pela filha do faraó, que o adotou. Ele foi criado no palácio
e ali foi educado. Só mais tarde ele ficou sabendo que era filho de escravos
e como tinha ido parar no palácio. Tentou então melhorar as condições
de vida do povo, mas não conseguiu libertá-los, pois não
interessava ao rei acabar com a escravidão, pois eram eles que faziam os
serviços braçais pesados.
Um dia Moisés presenciou o feitor do faraó maltratar um escravo.
Indignado ele defendeu seu irmão de raça, matando o feitor. Foi
então considerado traidor dos interesses do rei e teve de fugir do Egito.
Foi para o deserto de Madiã, onde conheceu Jetro e sua família e
aí ficou trabalhando e casou com a filha de Jetro. Cuidava o rebanho de
seu sogro, mas sempre estava lembrando do sofrimento de seu povo no Egito. Mas
ele não sabia o que fazer para ajudá-los e libertá-los daquela
escravidão.
Foi então que Moisés recebeu o chamado de Deus com a missão
de voltar ao Egito e libertar o seu povo.
Leia Ex 3, 1-22
De modo misterioso, como fogo abrasador, mas não destruidor, Deus se apresenta
a Moisés no deserto, e o chama pelo nome, invocando-o para libertar o povo
e conduzi-los à terra prometida a Abraão.
VOL TA DE MOISÉS AO EGITO
4ª Parte
Diante da missão que Deus lhe dar, Moisés, tem medo, quer encontrar
outra solução ou outra pessoa para fazê-lo. Se considera indigno,
fraco, incapaz, mas Deus lhe mostra como tudo se realizará.
Leia Ex 4, 1-20
Moisés procurou de todas as formas "sair fora" da missão
que Deus lhe dava. No fundo não seria porque era cômodo sua vida
sossegada? Para que meter-se nos problemas dos outros? Mas Deus lhe mostra que
não se pode acomodar e diz: "Vai, Eu estarei contido".
É justamente quando o homem se sente fraco que se manifesta o poder salvífico
de Deus. Moisés vai como enviado (em missão) de Deus, sabendo que
sua fraqueza está amparada nas forças de Deus.
Leia Ex 4, 27-31; 5, 1-9
Lá ele encontra de um lado o poder opressor do faraó e do outro
lado o povo desorganizado, sem esperança, acomodado na sua própria
escravidão. Moisés luta junto ao poder de faraó e junto ao
povo sofrido. Ele diz ao povo que vem em nome de Deus para tirá-los da
escravidão.
Leia Ex 5, 19-23
O faraó redobra a opressão e a vigilância. O povo cada vez
mais medroso não tem consciência dos seus direitos. Foi difícil
e demorado o trabalho de Moisés.
Para conseguir a libertação do povo, Moisés lança
mão dos poderes que Deus lhe concede para aterrorizar o faraó, lançando
as 10 pragas sobre o Egito (descritas nos capítulos 7 a 11 de Êxodo).
PÁSCOA DE LIBERTAÇÃO
5ª Parte
Depois de muito trabalho, Moisés sente que está na hora de agir
e organiza o povo para a fuga do Egito. Chegou o dia da Páscoa (= passagem)
da terra da escravidão para a caminhada da libertação, rumo
à terra prometida a Abraão e seus descendentes.
Neste dia eles deviam fazer um sinal com sangue de cordeiro nas portas de suas
casas e aguardar a hora da saída. O sangue era senha. Assim, Moisés
podia saber com quem contar e Deus pouparia os primogênitos destas casas,
marcadas com o sangue do cordeiro.
Leia Ex 12, 1-4
Antes de Moisés chegar ao Egito, a Páscoa era uma festa anual de
pastores nômades (que não tinham morada fixa). Eles ofereciam a Deus
ovelhas como começo da primavera. Mais tarde esta festa popular da Páscoa,
chamada passagem para a primavera, transformou-se em uma festa memorial (de lembrança)
da saída do Egito. Comemoravam assim a libertação do povo
hebreu do cativeiro.
Também a Páscoa era a comemoração da passagem de Javé
(nome de Deus no A.T.) por seu povo escravo e também a passagem do povo
de Deus pelo Mar Vermelho onde os exércitos de faraó e o povo saiu
livre.
ETAPAS DA FUGA DO EGITO
6ª Parte
Leia Ex 13, 17-20
Antes da saída do Egito por ordem de Deus, Moisés manda que cada
família mate um cordeiro, coma-o assado e marque com sangue as portas das
casas, Naquela noite Deus passaria pelo Egito.
A libertação não acontece apenas no ritual do sangue do cordeiro.
Ela é todo um caminhar, uma busca, um empenho de um povo que se faz solidário,
fraterno.
Não demorou para que o faraó saísse em perseguição
aos israelitas. E logo adiante estava o Mar Vermelho, que se abre e eles passam.
Deus está presente e intervém em favor de seu povo. E o mesmo mar
se fecha sobre o exército de faraó, destruindo-o.
Leia Ex 14
O dia da Páscoa foi tão importante e decisivo que o povo passou
a celebrá-lo todos os anos em forma de ceia familiar. Depois que o pai
de família, à mesa, contava aos filhos as maravilhas da intervenção
de Deus para libertar o povo da escravidão, todos comiam cordeiro assado,
com ervas amargas e pão sem fermento. Essa era a páscoa judaica
que preparava assim a páscoa cristã. Foi também numa ceia
que Jesus, na véspera de sua morte, instituiu a ceia Eucarística.
(Comunhão, Eucaristia). Ele foi a Nova Páscoa, o Cordeiro Pascal
que foi imolado (morte de cruz) e comido (ceia) como o era o cordeiro assado na
festa judaica.
Questionamento: O que significa Páscoa? Como era celebrada? Como Jesus
a celebrou? O que aprendemos de Moisés em sua luta? Será que Deus
salva um povo que fica acomodado, de braços cruzados, desunido?
DEUS FAZ ALIANÇA COM O POVO
7ª Parte
Saindo do Egito o povo não encontrou logo a terra prometida. Ficou por
muito tempo no deserto; tempo de provação, mas também foi
o tempo da Aliança. No deserto, há um momento no monte Sinai onde
eles vivem uma profunda experiência de Deus. O povo precisa de terra, pão
e proteção. Mas só isso não basta para sua salvação.
É preciso também e principalmente um compromisso comum com a Palavra
de Deus. Só a fé pode unir o povo de Deus e dar-lhe uma vivência
de solidariedade e fraternidade.
A fé não é algo que o homem ou o povo possa produzir e desenvolver
por si mesmo, mas é um dom de Deus. E é um dom que é dado
quando a Palavra de Deus é ouvida e vivida.
Até aqui eles eram um bando de escravos, que havia se livrado da escravidão
e que começava a viver uma experiência de solidariedade, mas que
ainda não constitui um povo. Pouco adiantaria entrar na Terra Prometida
assim. Embora já estivessem fora do Egito ainda se comportavam como escravos,
lutando cada um por si, sem uma lei comum, sem uma fé comum, sem uma missão
comum. Deus então pede a Moisés que prepare o povo para uma Assembléia.
Deus lhes proporciona uma aliança. Deus dá os mandamentos e se o
povo viver de acordo com eles será o Povo de Deus. Deus pede uma resposta
livre do povo.
Leia Ex 19, 1-8
A ALIANÇA DO SINAI
8ª Parte - Leia Ex 20, 1-21
Os mandamentos se relacionam primeiro a um estado de escravidão antigo.
Não basta sair do Egito e continuar como escravo psicótico, mental.
Não basta não fazer o mal. É preciso fazer o bem.
Então os mandamentos contém duas propostas: uma é não
fazer o mal. A outra é agir livremente com consciência, para o bem.
Os 10 mandamentos são 10 pistas para os homens se educarem como membros
do Povo de Deus, livre e solidário. Após fazer o povo sair da escravidão
Deus quis indicar-lhe um novo caminho. Os 10 mandamentos não são
um decreto, mas uma proposta de Deus.
Então Deus propõe e oferece uma aliança: A sua Aliança.
E o povo dá sua resposta de fé: "Faremos tudo o que o Senhor
nos disser". A resposta do povo é uma profissão de fé.
Não é só acolher verdades. É um comprometimento a
um caminho proposto.
A palavra de Deus é um dom que se torna tarefa e estilo de vida. O mundo
está como está porque só falamos que cremos. Ainda não
levamos a sério a convocação e por isso não damos
nossa resposta com o seguimento (só damos às vezes a resposta com
a boca). Crer se exprime no fazer.
A partir daí aqueles escravos se tornam o Povo da Aliança, o Povo
de Deus. E sua história será aquela em que vai se realizar o plano
de Deus e dentro do qual Deus vai realizar suas promessas de salvação.
No Sinai Deus convoca o povo, propõe sua Aliança e dá os
Mandamentos. E o povo responde, comprometendo-se na fé.
No dia seguinte Moisés constrói um altar de pedras e convoca o povo
para celebrar a Aliança. Mata um touro em sacrifício. Moisés
tira o sangue do touro, derrama parte do sangue no altar para Deus, e a outra
parte asperge sobre o povo.
CONCLUSÃO DA ALIANÇA
9ª Parte - Leia Ex 24, 1-8
O sentido de tudo isso significa que o sangue sobre o altar representa o povo
que se oferece a Deus. O sangue significa os homens unidos entre si e a Deus,
na mesma vocação e missão.
Aliança é união, parentesco. A Aliança vira uma consangüinidade
entre Deus e os homens pela fé. O sangue circula no corpo de Deus e em
cada membro do povo de Deus.
A Aliança faz romper a distância que os homens criaram com o pecado
e faz romper o individualismo entre os membros do povo. Não é de
qualquer jeito que cada um se salva. Deus quer salvar os homens em comunidade,
criando de novo a solidariedade querida na criação do mundo. Não
é cada um fazendo a sua lei, que o povo chega a Terra Prometida e cumpre
sua missão. A história dos homens será história de
salvação se for história de comunidade.
A Aliança do Sinai não foi completa nem definitiva. A Aliança
perfeita só será feita por meio de Jesus.
PROFETAS = HOMENS DE FÉ E DE ESPERANÇA
10ª Parte - Leia Jr 31 - 31-34
Para que o povo se mantenha fiel a Aliança e observe os mandamentos, Deus
envia profetas.
Profetas são homens do povo de Deus, com profunda fé e sensíveis
a Deus e ao povo. Homens vigilantes, que percebem quando o povo está em
perigo, sendo explorado e também percebem quando o povo deixa de fazer
a vontade de Deus.
Os profetas não existem para prever o futuro como adivinhos. Eles anunciam
a Palavra de Deus e denunciam o mal. Anunciam o futuro porque confiam na fidelidade
de Deus às suas promessas.
Nas épocas mais difíceis, principalmente quando o povo cai na idolatria,
criando costumes pagãos e deixando de lado a justiça, Deus escolhe
homens e os envia: Vão fazer do anúncio uma denúncia dos
pecados e vão proclamar a fidelidade de Deus à aliança que
fez com o povo.
Ninguém se faz profeta por si mesmo. Ele é chamado por Deus e tirado
do meio do povo. Os profetas têm dupla missão: anunciar a Palavra
e denunciar as injustiças, apontar os erros.... A palavra do profeta por
isso incomoda. Todo anúncio profético tem um apelo de conversão.
E conversão é voltar para Deus, renunciar ao pecado.
A missão dos profetas é difícil justamente porque têm
de ir em nome de Deus, contra os poderosos, em favor dos pequenos, dos humildes,
dos oprimidos. Denunciam os pecados pessoais e os pecados sociais. Por isso são
perseguidos até a morte. Vemos hoje, nos nossos dias, aqueles que em nome
da justiça e da fé são martirizados.
Além de denunciarem os erros proclamam o amor de Deus, um amor misericordioso
e por isso mesmo maior que o pecado. Deus tudo perdoa, quando há humildade
e vontade de não errar mais.
O povo de Deus é responsável pelo futuro do mundo, para que nossa
história seja de salvação e de vida.
Não se pode esperar um futuro bom, se no presente não se vive a
Aliança com Deus, se estamos separados d’Ele.
Foram os profetas do Antigo Testamento que anunciaram a vinda do Messias: O Filho
de Deus: Jesus Cristo. Ele viria realizar de forma definitiva a salvação.