Você é católico? Sua Equipe de Nossa Senhora é Católica? Não tenham pressa em responder.
Não basta estar inscrito nos registros paroquiais para ser católico. É preciso estar "habitado" pelo catolicismo da Igreja. Quanto mais vivo for este catolicismo em um homem ou em um grupo, tanto mais motivo para poder ser chamado de católico.
Para que possam responder minha pergunta, necessito, portanto, que expliquem em que consiste este catolicismo da Igreja.
E em primeiro lugar, eliminemos uma falsa definição: a nossa religião não se chama católica porque está estendida por todo o mundo. A Igreja, escreve o Padre de Lubac, já era católica na manhã de Pentecostes, quando todos os seus membros cabiam em um recinto reduzido.
Dizer que a Igreja é católica, é reconhecer a vontade do Senhor de reunir toda a humanidade em um só corpo; afirmar que a riqueza espiritual da Igreja convém a todos os homens sem exceção; que nela, e só nela, podem e devem encontrar a plenitude de suas aspirações humanas e religiosas e formar um só corpo, sem abdicar por isso de sua personalidade, de sua originalidade.
Nossa Igreja já é maravilhosamente diversa e única. Pensem em seus ritos variados: latino, grego, maronita, copta ... Em suas múltiplas espiritualidades: beneditina, franciscana, jesuíta ... Quão mais admirável seria ainda a diversidade na unidade! Quão mais esplendoroso aparecerá o catolicismo da Igreja no dia em que as grandes civilizações, como a hindu, chinesa, árabe, deixando de lado o que contém de caduco ou errôneo, entrem em seu seio com suas admiráveis riquezas culturais e espirituais!
E, feita esta definição, voltamos agora à nossa pergunta.
Um grupo é verdadeiramente católico quando se
interessa, com interesse fraterno, por todas as raças e civilizações,
por todos os ambientes sociais ainda alheios à doutrina de Cristo, quando
deseja impacientemente sua entrada na Igreja e quando trabalha para
isso, com todos os seus meios, por amor a eles, sem dúvida, mas também,
e antes de tudo, por amor a Deus, para que resplandeça na Igreja, em
formas sempre variadas, a santidade de Cristo.
Ao contrário, o grupo que exclua de seu pensamento, de seu amor, de sua oração, esse ambiente, essa raça, essa civilização, não mereceria seu título de católico. Espírito sectário e espírito católico são dois termos opostos e contraditórios.
De uma maneira ainda mais concreta: o grupo de casais que se feche a um casal, por este pertencer a outro ambiente social, ter outra educação; que se recusa a acolher um casal por ser estrangeiro ou convertido do judaísmo ou do protestantismo, esse grupo estaria traindo também o catolicismo da Igreja. Ao ser racista ou sectário, não seria católico.
Perguntem-se se em sua equipe, assim como em seus lares, está presente o catolicismo da Igreja, viva, inspiradora, ou se o espírito sectário já não está a ponto de danificar os corações
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– Livro Padre Caffarel, Centelhas de sua mensagem.