No dia em que fomos
convidados pelo casal responsável da Super-Região Brasil para
dar este testemunho, Graça e Roberto simplesmente nos disseram: não
nos perguntem por quê!
Como têm sido nossas atitudes quando convidados a realizar algum trabalho
na Igreja e em nosso Movimento das Equipes de Nossa Senhora, aceitamos como
mais uma missão divina, e começamos a fazer nossa reflexão
sobre as razões do convite.
Percebemos, ao longo de nossos vários “Dever de Sentar-se”
preparatórios à redação deste testemunho, que nada
tínhamos de especial para partilhar, principalmente para uma ocasião
como essa.
Passamos a refletir sobre nossa caminhada juntos, desde a época do namoro,
que começou de uma forma, digamos, muito abençoada. Nós
nos conhecemos em uma festa num sábado à noite, na casa de um
amigo e depois de alguma conversa, de dançarmos, de mais conversa e mais
dança, Elizeu pediu para me ver no dia seguinte. Disse a ele que já
era de madrugada e que certamente dormiria até mais tarde no domingo,
mas que a única certeza que tinha era de participar da Missa das 17 horas.
Prontamente ele se dispôs a ir à Missa comigo. Disse a ele que
não era necessário me acompanhar, que poderíamos nos ver
depois da Missa, mas ele respondeu que também costumava ir à Missa
aos domingos. Isso dito em pleno Rio de Janeiro para uma mineira de família
tradicional, que lhe havia alertado para os perigos dos rapazes das cidades
grandes. Assim, nosso primeiro encontro com vistas ao namoro deu-se na Igreja
de São Paulo Apóstolo, em Copacabana.
Nossa reflexão, ao preparar este testemunho, foi procurar entender os
desígnios de Deus ao longo de nossos quase 34 anos de casados, a serem
completados em setembro próximo.
Nosso casamento foi realizado pelo Pe. Oscar, tio do Elizeu, e que tinha mais
três irmãos padres. Casamo-nos na capela da Casa Grande da Fazenda
da Floresta, em Juiz de Fora e no dia anterior ao casamento confessamo-nos juntos
com o Pe. Oscar – na verdade foi mais uma conversa informal para que ele
pudesse me conhecer um pouco mais, pois ao Elizeu conhecia bem. Lembrou-nos
ele de Mt 7, 24-27, de que o casamento cristão deve ser alicerçado
sobre a rocha, que é Cristo. Ou seja, conhecendo as circunstâncias
em que nos encontrávamos e nossa fé, disse que deveríamos
construir sobre Cristo e com Cristo nosso casamento, a exemplo de cada um de
nossos pais; disse que construir nosso casamento sobre Cristo e com Cristo deveria
ter o seguinte significado: fundamentar em Sua vontade nossas aspirações,
expectativas, sonhos, ambições e todos os nossos projetos pessoais,
conjugais e familiares.
Apesar de termos feito o curso de noivos, de vermos o exemplo de nossos pais
e de praticarmos a religião católica, não internalizamos,
desde logo, que o sacramento do Matrimônio deveria ser uma fonte de graças
e de bençãos para cada um de nós dois, e que deveríamos
irradiar estas graças e bençãos para todos os que nos cercam.
Não internalizamos que um deveria ser evangelizador do outro; que um
deveria ser responsável pela santificação do outro.
Poderíamos, àquela altura, apenas intuir que o sacramento que
recebíamos tinha um significado maior do que conseguíamos entender.
Mas a nossa juventude, a nossa paixão, a vontade de estarmos juntos,
a despreocupação inerente à imaturidade fizeram com que
postergássemos a compreensão da real dimensão do ato que
celebráramos.
Temos sido abençoados ao longo de nossa existência juntos. Temos
quatro filhos maravilhosos: Gustavo de 31 anos; Renata de 28 anos; Gabriela
de 24 anos e Rafaela de 21 anos. Todos, certamente, cresceram aprendendo os
mesmos valores humanos e cristãos, e cresceram, principalmente, acompanhando-nos
em suas diversas fases da vida, em nossas diversas atividades sociais, profissionais
e religiosas. Pela graça de Deus, nada, ao longo destes anos, impediu-nos
de realizar nosso projeto de vida conjugal e familiar, que sempre procuramos
estruturar, principalmente a partir de nossos diálogos conjugais muito
freqüentes e na oração.
Mas, na verdade, nosso projeto de vida conjugal e familiar, alicerçado
no projeto de Deus a nosso respeito, aquele que vamos percebendo e entendendo
no cotidiano de nossas vidas, só começou a ter consistência
quando entramos para o Movimento das Equipes de Nossa Senhora, há 29
anos atrás, depois de três anos e meio de casados. Mesmo sem compreender
seus objetivos e mística, mas atendendo a um convite de uma amiga de
faculdade, que me disse que era algo muito bom para fortalecer a amizade entre
os casais e para ajudar no crescimento da espiritualidade conjugal, logo percebemos
que estávamos encontrando um grande tesouro para nós dois. Não
tínhamos qualquer envolvimento paroquial até então. Éramos
daqueles espectadores acomodados, que se beneficiavam do trabalho pastoral desenvolvido
pelos outros.
Passamos a nos interessar tanto pelo Movimento, que logo fomos convidados a
participar de uma Sessão de Formação. Gostávamos
de toda a literatura produzida pelo Movimento, da qual éramos ávidos
leitores. Pouco tempo depois, éramos convidados a entrar para a equipe
de Setor, desempenhando a função de casal social e espiritual,
com o objetivo de ajudar na animação dos casais, de contribuir
com a expansão sustentada do Movimento, quando seu crescimento acontecia
bastante rapidamente.
Nesta época, ainda não tínhamos nossas carreiras profissionais
estruturadas. Estávamos, na verdade, iniciando nossas carreiras com muita
dificuldade e já com dois filhos pequenos: de 4 e de um ano de idade.
Aconteceu que, mesmo assim, fomos convidados a ser casal responsável
de setor. Em menos de dois anos, assumimos a responsabilidade da Região
Centro-Oeste, hoje dividida, em função da expansão do Movimento
das ENS, em seis regiões diferentes, pois incluía o Centro-Oeste
e o Norte do país.
Por volta de 1985/86, um sacerdote Conselheiro Espiritual das Equipes, recém
chegado ao Brasil para assumir a coordenação do Setor Família
da CNBB, convidou-nos a fazer parte de sua equipe de assessores, para contribuir
com a organização da Pastoral Familiar no Brasil.
Mesmo aceitando, pois não haviam muitas alternativas em contrário,
tivemos que fortalecer a vivência de nossos PCEs, principalmente a Oração
Conjugal e o Dever de Sentar-se, embora sem descuidar da Leitura e Meditação
da Palavra de Deus. Paramos para fazer um bom Retiro e refletir se não
estávamos abraçando coisas demais. Mesmo porque não entendíamos
bem as razões destes chamados.
Três passagens importantes do Evangelho serviam de base para nossas reflexões
e angústias, pelo medo de não dar conta das atividades todas.
A primeira: Àquele que muito se deu, muito será pedido, e a quem
muito se houver confiado, mais será reclamado. (Lc 12,48)
Realmente, estávamos recebendo muito, em todos os aspectos de nossas
vidas e de nossos familiares. Nossa vida profissional a esta altura já
estava se consolidando.
Uma segunda passagem importante: “Quem põe a mão no arado
e olha para trás não é apto para o Reino de Deus”.
(Lc 9,62)
Esta exigência da vocação apostólica de todo batizado
não nos deixava alternativas. Não que quiséssemos estar
em tantas frentes de trabalho na Igreja e no Movimento, mas, não dava
para parar e deixar de trabalhar para a construção do Reino de
Deus já entre nós.
A terceira passagem fala da necessidade de nos abandonarmos à Providência
de Deus: “Não vos preocupeis com a vida, quanto ao que haveis de
comer, nem com o corpo, quanto ao que haveis de vestir”. (Lc 12,22-32)
Nesta época estávamos comprando nossa casa própria. Mas,
percebemos que, pelo acúmulo de atividades, estávamos dando um
passo um pouco maior do que nossas possibilidades.
Chegou um momento que estávamos sem condições de pagar
uma destas prestações intermediárias da casa. Fazíamos
um Dever de Sentar-se para rever como ia nossa caminhada ou como estávamos
concretizando nossos projetos de vida conjugal e profissional, com as luzes
da casa apagada, usufruindo da iluminação pública que lançava
um brilho todo especial na sala onde estávamos sentados e também
rezando. Eis que, de repente, toca o telefone e, do outro lado alguém
perguntava pelo Elizeu, que não conseguia localizá-lo fazia muitos
meses. Ele estava ansioso em pagar por um trabalho de consultoria feito há
mais de um ano. A quantia era um pouco a mais do que precisávamos para
pagar o banco, para que ele não executasse a promissória que vencia
no dia seguinte. Desse modo, ainda que estivéssemos super preocupados,
talvez esquecidos desta passagem do Evangelho que tanto conforto nos trás,
Deus proveu e nossa preocupação se esvaiu.
Nossa vida não foi um “mar de rosas” neste tempo todo. Diversas
dificuldades aconteceram, mas a Providência Divina sempre estava conosco,
nos iluminando, nos amparando e permitindo que nos aprofundássemos em
nossa fé, esperança e caridade.
Isto nos fortalecia como casal. Ajudávamo-nos mutuamente; um se responsabilizava
pelo outro e o Espírito Santo nos iluminava e ensinava naquilo que deveríamos
dizer e fazer.
E quando hoje me perguntam se estou no caminho da santidade, digo que sim, graças
ao Elizeu, que tomou a si esta tarefa. Costumo dizer, e os irmãos de
equipe bem o sabem, que Elizeu é a minha “montanha”, na concepção
bíblica do termo – usada para, em sentido figurativo, destacar
aquele lugar em que se está mais próximo de Deus – pois
é isto que ele encarna para mim. Com ele estou mais perto de Deus, sendo
certo que, sem ele, como que me afasto da presença divina. Com efeito,
somos ele e eu uma só carne.
Aliás, tenho tido a oportunidade de testemunhar esta maravilha em várias
oportunidades da vida, inclusive na área profissional. Por ocasião
da minha sabatina no Senado Federal, perante a Comissão de Constituição
e Justiça, declarei, na presença de todos os Senadores que ali
estavam e, na verdade, para todo o Brasil que estivesse sintonizado na TV Senado,
que Elizeu, com seu amor, seu carinho, sua dedicação, seu companheirismo,
sua cumplicidade e suas orações tem feito minha vida, a cada dia,
valer a pena ser vivida.
Podemos dizer, com toda tranqüilidade, que temos vivido nossa vida espiritual
a partir do nosso amor um pelo outro, compreensão que só alcançamos
com a vivência que nos propiciou o Movimento das Equipes de Nossa Senhora
ao longo de todos estes anos.
Aqui queremos fazer um reconhecimento público à nossa Equipe de
base, à nossa querida Equipe 19, de Nossa Senhora das Famílias,
que sempre praticava a ajuda mútua e nos apoiava em nossas atividades
e ajudava em diversas necessidades quando tínhamos que nos ausentar de
casa e de nossos filhos, por exemplo. Casais de nossa equipe estudavam com eles,
iam pegá-los no colégio, levavam para passear, apareciam nos finais
de semana lá em casa quando estávamos em viagem pelo Movimento...
Nosso Conselheiro Espiritual, na época, muitas vezes se mudava para nossa
casa em finais de semana, levava os filhos para a Missa aos domingos e até
nas festinhas que eles tinham de ir; enfim, todos realizavam assim a prática
do verdadeiro espírito de equipe, de acolhimento e de solidariedade.
Nem concluímos nosso período regulamentar de casal responsável
de região, fomos convidados para participar da ECIR – Equipe de
Coordenação Interregional, a atual Super-Região Brasil.
Novo desafio!
Ou seja, estávamos continuando nosso trabalho no Movimento das Equipes
de Nossa Senhora e na Igreja, com a convicção de que teríamos
que irradiar estas graças e bençãos para outros casais,
para outras famílias, para todos os que nos cercam no dia-a-dia.
Em 1994, Ano Internacional da Família, e ainda participando do Setor
Família da CNBB, contribuímos com diversas atividades da Campanha
da Fraternidade sobre a família. Também, neste mesmo ano, ocorreu
o Encontro Internacional das ENS em Fátima, quando tivemos a felicidade
de participar de um painel com casais de diversos países para debater
sobre a situação da família e sobre os valores familiares
que estavam sendo mais valorizados em nosso país e no mundo.
Nosso diálogo conjugal sempre foi um ponto forte em nossas vidas. Participando
intensamente das atividades da ECIR, tivemos a oportunidade de nos fazer presentes
em diversos EACREs pelo País a fora, o que nos fazia conhecer a realidade
de nosso Movimento e verificar in locu seu crescimento e a alegria dos casais
e conselheiros espirituais pelo seu crescimento espiritual e conjugal.
Um fato interessante aconteceu no intervalo entre um EACRE e outro na região
Nordeste. Estávamos em Fortaleza junto com D. Nancy Moncau. Elizeu teve
de retornar a Brasília no domingo à noite por razões profissionais,
e nos encontraria no final de semana seguinte. Nós duas, portanto, fomos
à cidade do Recife e ficamos hospedadas na casa de um casal equipista.
À noite, antes de dormir, e já no quarto, conversava muito com
D. Nancy. E, numa destas noites, ela me confidenciou que, antes de dormir e
de fazer a Oração Conjugal, sempre conversava com Pedro Moncau
sobre as coisas da vida, da família, do Movimento e de tantos acontecimentos
do dia-a-dia.
Disse-me ela que tinha sido a primeira vez que conversava com alguém,
daquele modo, depois da morte de seu esposo. Que tinha saudade destes momentos
em que faziam uma retrospectiva do dia e concluíam com a Oração
Conjugal e o Magnificat. Foi a partir deste, digamos, “desabafo”
de D. Nancy que passamos a fazer nossa oração conjugal deste mesmo
modo, revendo os acontecimentos do dia, entregando-os a Deus, conversando sobre
o dia seguinte.
Neste momento, gostaríamos de homenagear à D. Nancy, que tanto
amava o Movimento das Equipes de Nossa Senhora. Contribuímos com a coordenação
do I Encontro Nacional das ENS, realizado em Brasília, e D. Nancy nos
enviou uma mensagem na ficha de avaliação, traduzindo seu sentimento
por ter participado daquele evento, e que inclusive foi publicada na Carta Mensal
de outubro de 2003. Dizia ela: “Quando fizerem o próximo Encontro,
estarei com 100 anos. Mas, se estiver viva e puder andar, já estou inscrita”.
É esse ânimo renovado que sempre procuramos viver em nossas vidas,
mesmo vencidos, algumas vezes, pelas dificuldades e pelo cansaço das
inúmeras atividades, notadamente do trabalho profissional.
Inúmeras vezes começávamos a trabalhar nos assuntos do
Movimento e da CNBB tarde da noite, depois que tínhamos colocado os filhos
para dormir. Era comum ficarmos trabalhando até duas, três horas
da madrugada. Entretanto, jamais deixamos de participar ativamente de tudo que
dizia respeito a nossos filhos, à nossa família.
Também participamos de um projeto editorial, junto com Hèléne
e Peter Nadas, de São Paulo, como editores de uma revista, Família
e Vida, juntamente com outros casais equipistas e conselheiros espirituais.
Infelizmente, este projeto, depois de alguns anos, teve que ser interrompido,
uma vez que não alcançou sua sustentabilidade econômica.
Mas, representou um instrumento muito importante e útil de evangelização
e de defesa dos valores cristãos do casamento e da família.
Aliás, é interessante dizer que no local de trabalho sempre tivemos
inúmeras oportunidades de testemunhar nossas convicções
religiosas e nossa conjugalidade. Fomos e temos sido procurados constantemente
para dialogar sobre nosso Matrimônio e vida familiar, como também
para aconselhar e orientar pessoas e casais em dificuldades, ou com necessidade
de simplesmente desabafar e ser ouvidos por alguém com calma e atenção.
Muitos nos vêem como um “casal certinho”, que convive bem
e em harmonia, sem conflitos aparentes, com uma família feliz e bem estruturada.
É verdade em grande parte! Procuramos, como já dissemos, nos apoiar
mutuamente e nos completar um ao outro, até porque temos origens familiares
muito distintas, embora criados a partir dos mesmos valores humanos e cristãos.
Queríamos dizer que sempre fomos muito abençoados com as pessoas
que ainda hoje trabalham em nossa casa. A Ana Aparecida, que nossos filhos apelidaram
de Tati, por exemplo, está conosco desde quando nosso filho mais velho
tinha um ano de idade. Portanto, ela está conosco há 30 anos e
tem dedicado, literalmente, sua vida para nos ajudar e ajudar no desenvolvimento
e criação de nossos filhos. Tanto, que representa uma segunda
mãe para eles.
Hoje, eu (Elizeu) estou aposentado e Mariola chegou no topo da carreira da magistratura
do trabalho. E continuamos a servir nosso Movimento, participando de uma Equipe
Satélite recém criada; a servir nossa Igreja, trabalhando no Tribunal
Eclesiástico da Arquidiocese de Brasília.
Se damos este testemunho de nossa caminhada como casal e família, tanto
no Movimento das Equipes de Nossa Senhora quanto na Igreja, não é,
certamente, para nos vangloriar. Aliás, neste mesmo sentido, uma passagem
de I Cor 9,15-18 tem sido marcante para nós e tem ajudado a direcionar
constantemente nossas vidas. O apóstolo Paulo, escrevendo aos coríntios
sobre seu exemplo como evangelizador e missionário, diz claramente que
“anunciar o evangelho não é título de glória
para mim; é, antes, uma necessidade que se me impõe”. E
continua: “Ai de mim se eu não anunciar o evangelho”. E conclui
com duas frases marcantes:
§ Faço tudo isto por causa do evangelho, para dele me tornar participante;
e,
§ Àquele que anuncia o evangelho, que viva do evangelho.
Portanto, e concluindo, queremos agradecer a Deus por termos tido a oportunidade
de apresentar este breve testemunho. Talvez aí esteja uma razão
do convite de que falamos no início, feito pelo casal responsável
pela Super-Região Brasil: não podemos guardar para nós
as maravilhas que o Senhor, nosso Deus, tem operado em nós como casal,
em nossa família, em nossa equipe de base, em nossa comunidade eclesial
e em tantas outras dimensões da nossa vida.
Fazendo esta breve retrospectiva, chegamos à conclusão que nossa
vida humilde e sincera, por onde passamos, talvez tenha ajudado a mudar mentalidades,
a renovar estruturas, a inovar caminhos, a abrir corações para
condutas mais justas e evangélicas, a tornar pessoas mais felizes, a
converter nossos irmãos.
No início deste ano estávamos participando da missa das 18:30
hs em nossa Paróquia, depois do trabalho, quando, ao se formar a fila
da comunhão, uma moça jovem, que conhecemos, casada e com dois
filhos, se aproximou de onde estávamos e nos disse que ela e o marido
queriam viver como nós vivíamos e que ela comungava nesta intenção!
Queremos finalizar da mesma maneira como iniciamos nosso testemunho. Se iniciamos
nosso namoro participando da Eucaristia, é nela que temos encontrado
o sabor e o gosto para permanecermos no nosso amor. Na Eucaristia rememoramos
o sacrifício de Cristo pela humanidade e, eu e Elizeu, rememoramos, ainda,
toda a nossa vida juntos.
A cada santa Missa que participamos, voltamos às nossas origens e agradecemos
a Deus por tantas graças e bençãos recebidas.
Como casal, saímos fortalecidos de um momento como este aqui para continuarmos
nossa missão com ardor renovado e com a responsabilidade de continuar
contribuindo para a construção do Reino de Deus entre nós.
Muito obrigado!